27 de abr de 2013

Minha irmã Adotiva.



Capítulo 155.


Pedro: Olha quem chegou ,Mary. (chamou a atenção da garota trazendo Lua pela mão até a sala)

Lua: Oie Mary.(se agachou para que pudesse capturar os pequenos olhos esverdeados da pequena)

Para a não surpresa do “casal”, Marina não retornou qualquer palavra que seje diante a visita, apenas se levantou no sofá, marchou até o criado mudo que se concentrava ao lado da imensa Tv, e pegou algumas folhas em banco juntamente com um estojo repleto por diversos lápis de cores.

Pedro: Vai desenhar? (indagou enquanto observava a mesma se assentar sobre o chão frio e colocar a folha sobre a mesa de centro e iniciar sua atividade de entretenimento)

Lua: Sua mãe tá aqui? (indagou notando a ausência da citada)

Pedro: Deve estar chegando a qualquer momento.(se pronunciou enquanto se assentava sobre o sofá)

Lua: Bom (molhou seus lábios com a língua) Não vou poder demorar e vc sabe o motivo, sinceramente não consigo compreender de forma alguma essa reação da Mary, que embora VC diz que ela espera minha visita incessamente , mas não a vejo eufórica ao notar minha presença aqui.(concluiu com o olhar cabisbaixo)

Lua apesar de não renegar o pedido do amigo ou provavelmente de Mary, não estava totalmente de acordo com aquelas “visitas às escondidas”, não queria mentir sabendo que a verdade viria logo à tona, mas também não pretendia abandonar a doce criança que possivelmente estava lhe despertando o interesse.

Pedro: Lua..Lua..Lua (revirou os olhos) Eu já lhe expliquei isso, minha querida.(massageou suas têmporas para que ganhasse tempo em formular uma nova estratégia para explicar a loira do que se tratava a doença que sua irmã possuía) A Mary percebe sua presença aqui, sente sua energia, e no mundo dela, ao vela aqui, ela com certeza deve estar imensamente feliz. Da última vez que veio visita-la , a atenção dela dobrou de acordo com as analises médicas.(concluiu satisfeito, observando sua irmã se divertir com a diversidade dos lápis)

Lua: Perdão, mas essa sua observação é totalmente desqualificante. (negou com a cabeça constrangida) Me simpatizei ao máximo com sua irmão, mas eu seria definitivamente uma tola pra acreditar nessa sua afirmação.

A loira se preocupava ao máxima para não ser indelicada, mas seria praticamente impossível aceitar que teria o dom da cura.

Pedro: Vc tem o total direito de não crer no que eu digo, mas eu tenho um pedido a vc.(estralou os dedos levando logo em seguida as duas mãos ao cabelo, e o rebelando fio por fio)

Dul: Claro.(um sorriso cativante brotou nos lábios da mesma)

Pedro vidrou nos olhos amêndoas da loira, que embora se sentisse ofendida com o rapaz, não deixara seus valores solidários de excasserem.

Pedro: É que..é que..(inspirou todo o ar que fora capaz o deliberando gradualmente) se não for muito incomodo, queria lhe pedir para que visitasse Mary alguns dias da semana, de preferencia todos. Claro se não se importar.(a voz do mesmo soou valha e facilmente qualificada ao nervoso)

Lua: (fechou os olhos para que refletisse o pedido) Digamos que talvez eu possa estar indo viajar amanhã, e só volte dois dias antes do Natal, discordando completamente do seu pedido, mas se for possível eu posso estar sempre que puder vindo ve-la, mas claro, não quero que me julgue pelos avanços e nem retardamentos da pequena “necessidade” dela ok?! (advertiu graciosamente)

Pedro: Sem problemas (deu de ombros deixando que um tímido sorriso iluminasse sua face) E pra onde pretende viajar amanhã?

Lua: Pra casa de praia dos pais da Sophia. (levou sua mãos a franja a jogando devidamente para a lateral de seu rosto)

Pedro: Tem certeza que quer mesmo ir? (arqueou uma das sobrancelhas e se não fosse pelo excesso de consideração que Lua dispunha a Pedro, ela podia jurar que seus tímpanos tivessem capturado uma forte ironia naquela indagação)

Lua: Eu sei das minhas escolhas (Deu uma piscadela para o mesmo) Bom (levou seu olhar ao próprio pulso onde se concentrava seu relógio, e pode conferir que haviam se passados alguns rápidos minutos) Acho que terei de ir.(se levantou) Me mantenha informada em relação a Mary, ok?!

Pedro: Certo.(se limitou a dizer)

Lua: Mary, a tia Luh já vai indo . Boa noite.(se pronunciou enquanto se encaminhava até a porta seguida por Pedro)

Pedro: Qual foi a desculpa da vez? (indagou divertido)

Lua: Como?(franziu o cenho confusa)

Pedro: Qual foi a desculpa que vc deu por “charlatão”? (prosseguiu com a indagação repleta pela diversão da difamação)

Lua: Bom se esse “charlatão” é o Arthur eu apenas disse que iria até a casa da Melanie lhe pedir um trabalho emprestado.(abriu a porta dando dois passos adiante) Acho que sua mãe acabou de chegar. (suspeitou ao sentir uma grande iluminosidade invadir seus olhos provavelmente pelos faróis de algum carro)

Pedro: Aquele não é o carro da minha mãe (negou com a cabeça imediatamente achatando seus olhos para melhor visualização do motorista)

Lua: Aquele é o carro da Alexandra. (a respiração da loira já se tornara ofegante ao apenas levantar uma inocente hipótese)

Pedro: Mas aquela não é a Alexandra. (franziu o cenho ao notar uma silhueta masculina)

Óh céus! Droga! Mil vezes droga! Não podia ser, Lua não queria acreditar no que seus olhos lhe informavam.

Arthur: Vamos Lua? Resolvi busca-la devido a hora. Não acho que uma moça de respeito deva andar sozinhas pela rua na hora em que encontramos. (era fantástico como o cinismo brotava na voz rouca do mesmo)

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