22 de abr de 2013

Minha irmã Adotiva.


Capítulo 152.

Arthur mirou Alexandra que descarregava um forte olhar de ignorância sobre o mesmo, mas não poderia deixar Lua sozinha naquele momento, não poderia deixar a SUA Lua sozinha no momento em que mais precisava dele.
Arthur: Claro. (um sorriso confortante lhe  abriu nos lábios apertando confiantemente a delicada mão da loira)
A gigante porta de madeira visivelmente desgastada pelo tempo com alguns detalhes cuidadosamente desenhados na cores prata e preto fora visualizada por Lua. E o mais irônico de tudo é que o celebro da mesma revertia informações totalmente confundíveis. Se não fosse pelas janelas totalmente abertas, e as cortinas “voando” para fora delas, Lua poderia jurar que havia errado de endereço e se encontravam em uma casa abandonada.
Mais apenas dois passos fora necessária para total aproximação da porta, esticou sua mão e dobrou devidamente para que batesse corretamente sobre a porta , já que não havia notado nenhuma campainha ,  sentiu a mão deliciosamente gelada de Arthur lhe tocar em forma de caricia sobre a sua. O mesmo sempre tivera como característica a mão fria, era realmente peculiar tal fato, mas naquele momento a loira pouco estava preocupada com características “estranhas” de seu “irmão”.
Uma..Duas..Três.. foram as batidas sobre a porta que facilmente se escoaram pela casa em um “eco” estrondoso, junto a ele Lua inspirou todo o ar que pode o deliberando gradualmente, aqueles segundos foram os mais longos de sua vida, não escutara nenhum passo vindo em sua direção, apenas sentira o olhar prestativo de Arthur a lhe fitar, e a poucos passos da mesma se encontrava Alexandra escorada em um arco na varanda.
Lua: Ela não está (concluiu precocemente)
Arthur: Pois eu acho que vc está redondamente enganada. (um sorriso carismático brotou nos lábios do mesmo)
Lua: Do que vc tá falando? ( torceu seu calcanhar sobre a sapatilha prateada que estava por usar, sem se desvincular das mãos de Arthur)
---: Eu posso ajudar? (indagou uma voz confortavelmente aguda que fora infiltrada nos tímpanos de Lua, sendo antecedida pelo ranger da porta ao se abrir)
Um turbilhão de informações rodearam os pensamentos da mesma, que acabara de sentir uma náusea. Náusea? Escutara sua mãe e sentira uma náusea? Aquele era o sentimento que ela lhe provocava?!
Girou seu calcanhar novamente apoiada na sapatilha que usava passando rapidamente pelo olhar de Arthur que se limitou em apenas soltar-lhe a mão. Estava livre..livre pra fazer o que mandara seu coração naquele momento. O coração da loira bombeou sangue para todo o corpo da mesma em tempo record.
A surpresa ao ver uma mulher de cabelos grisalhos e involuntariamente rebeldes, os olhos castanhos claros que refletiam curiosidade, o corpo já desgastado com rugas evidentes em sua face, a roupa composta por um longo vestido retalhado e uma sandália de dedos compunha o visual de sua provável mãe, ou melhor dizendo a “mulher que a concedeu a vida”. As unhas curtas e devidamente sem qualquer higiene fora observada minuciosamente pelo olhar confuso de Lua, que mantinha uma mantinha uma imagem completamente distorcida daquela mulher.
Lua: Ér..ér.. Maria.. Maria Claudia Blanco? (indagou incoerente)
---: Somente Maria Claudia (a corrigiu) Ela mesma, quem deseja? (indagou indiferente)
Lua sentiu seu olhos marejarem , sua própria mãe não lhe reconhecia, sua própria mãe não soubera nem se quer seu nome.
Lua: Lua (molhou seu lábios com a língua) Lua Maria.(lhe esticou a mão para um cumprimento formal)
A velha senhora de no mínimo cinquenta e cinco anos soltou uma tímida gargalhada aceitando o cumprimento da mesma.
Cladia: Lindo nome, o seu queri... (foi interrompida de prosseguir sua conclusão devido ao fato de uma desconfortável tosse se iniciar)
Lua  girou seu rosto mirando Alexandra, que se distraia com a paisagem um tanto “poluída” que o jardim mal cuidado a dispunha, a propósito agora a loira imaginava facilmente aquela mulher vivendo em uma casa daquelas. Afinal o “casarão” não passara de uma fachada para a pobre senhora que vivera lá dentro.
Claudia: Bom, mas o que posso ser útil? (indagou enquanto levava sua mão disposta de algumas salivas restritas pela tosse as vestido já sujo)
Bom, deveria ser levado em consideração o fato de a possível Claudia, dizer que não pertencia a nenhuma família Blanco, poderia então ser um alarme falso não?!
Lua: (mordeu seus lábios inferiores cogitando proliferar tal indagação) A senhora foi casada com o Fernando?
Claudia: Fui, mas será que tem como a senhorita ser mais direta, tenho muitos afazeres pendentes em minha casa.(a mesma se sentira ameaçada)
Digamos que o fato dela confirmar ser casada com seu provável pai. Reproduzimos “provável” pelo fato de a carta que fora entregue ao orfanato ser terminada em “De seus pais: Maria Claudia e Fernando que te amam muito.”
Lua: Ér..ér.. E vc teria ..ter..(foi interrompida)
Claudia: Ah! Vcs são representantes do funeral. (revirou os olhos impaciente) Devo dizer-lhes que nossa conta já foi paga. (advertiu)
Lua: (não evitou deixar que um sorriso a amparasse seus lábios) Não, nós não somos de funeral algum.(franziu o cenho) Afinal quem morreu? (indagou confusa)
Claudia: Fernando, oras. (revirou novamente os olhos)
Fernando havia morrido? Como assim, seu pai havia morrido? Do que? Quando? Teria de admitir a si mesma que não fora muito agradável  ser informada a morte da mesmo daquela forma.
Alexandra: Bom, Claudia, eu me chamo Alexandra (lhe cumprimentou com um gentil aperto de mãos) Aquele é meu filho Arthur (apontou o mesmo que mantinha um olhar totalmente confuso ao assunto) E essa é a Lua.
Claudia: Alexandra..Arthur ..Lua..(repetiu as palavras para si mesmo, em forma de reflexão) Alexandra, Arthur e Lua (um respiração ofegante fora facilmente captada pelo trio que ali se encontravam) Alexandra? Arthur? E Lua?! Minha Lua?

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