9 de abr de 2013

Eu sou Teu - Capítulo 109.

  

"Quase sempre a maior ou menor felicidade
depende do grau de decisão de ser feliz."

Eu sou Teu! #11


Lua estava com os fones no ouvido, estava querendo evitar todos que entravam naquele quarto para tentar lhe convencer aceitar a medula. Estava cansada de todos entrarem ali, já tinham entrado sua mãe, seu pai, o medico e algumas enfermeiras, mas ninguém conseguiu entrar naquela cabecinha dura, a única que não tinha tentado era Arthur, que por sinal era quem estava entrando pela porta. Lua levou a mão até o fone e tirou o lado direito do ouvido.


Lua: Se veio tentar me convencer ... – Arthur fez um não com a cabeça.


Arthur: Não vim para isso, só vim ficar com você – sentou na poltrona, ele parecia abatido e triste – o que adiantaria falar e falar, se você nem vai me escutar? – sorriu amarelo.


Lua: Humm - então ela voltou a colocar o fone no ouvido, e fechou os olhos para não olhar para ele, pois podia sentir aqueles olhos sobre si, não podia olhar para ele, ele parecia tão triste com ela. Ainda de olhos fechados pode sentir a cama se mexer um pouco, era Arthur se deitando ao lado dela, sentiu o braço dele passar pela cintura.


Arthur: Nunca quis que você passasse por isso – ele falou assim que tirou o fone do ouvido dela, ela abriu os olhos.

Lua: Eu não quero magoar ninguém – falou num suspiro, olhando nos olhos dele -  mas como eu poderei aceitar receber alguma coisa que não era para mim – Arthur levou a mão da cintura para o rosto dela - e se a Mi estivesse aqui? Eu iria continuar de qualquer jeito nessa cama, não? – Arthur nem piscava - Por favor, não me force a aceitar – Lua piscou os olhos algumas vezes, pois sentia que ia chorar – eu venho sonhando com a morte ultimamente – Arthur acariciou o rosto dela – você acha que eu não morro de medo de qualquer momento ela vir me pegar?  - uma lagrima escorreu os olhos dela – morro de medo de te deixar, morro de medo de você me esquecer – sorriu triste com o que falou – morro de medo de deixar meus pais sozinhos – suspirou – eu estou doente, mas ainda tenho caráter, não posso aceitar o doador da Mi, era ela que iria receber e não eu – suspirou, Arthur trouxe o rosto dela para perto e apenas encostou os lábios nos dela.


Arthur: Por favor, aceita – ambos de olhos fechados – aceita, meu amor – voz embargada – a Mi era a nossa pequena, mas infelizmente Deus quis leva-la, às vezes ele preferiu levar ela para ser anjinho no céu e esta te dando essa oportunidade de viver – ele sentiu a mão dela lhe tocar a nuca – então eu te peço, por mim – Lua fez um não com a cabeça, ela não queria que ele pedisse por ele – por nós, pequena – Lua tinha lagrimas teimosas já escorrendo pelos olhos – pelo nosso amor, pela nossa amizade – a voz dele estava embargada – eu é que não sei como vou viver sem você, se você morrer eu juro que morro também – Lua limpou as lagrimas que começaram a escorrer do rosto dele.


Lua: Não fale besteiras, bebê – sussurrou, sentiu os lábios dele grudar novamente nos dela – por favor, não me peça... – Arthur afastou o rosto um pouco do dela e a olhou cheio de tristeza – eu não posso fazer isso – Arthur fechou os olhos com força.


Arthur: Eu sabia que você iria negar – fungou por causa do choro – por isso eu nego você, não vou poder ficar mais um minuto aqui, não vou poder ficar vendo você morrer aos poucos – Lua via ele se afastando e saindo da cama – não posso viver nem mais um minuto aqui, neste lugar sabendo que você já se entregou para morrer – ele colocou a mão dentro da jaqueta e tirou um envelope – quer morrer? Tudo bem, mas eu não vou conseguir ver isso – ele entrou o envelope na mão dela e beijou a testa dela – Eu te amo, mas adeus – Lua não conseguiu falar nada antes dele sair, ficou petrificada pelo jeito dele, então quando o viu sair pela porta percebeu que tinha perdido o seu primeiro amor.

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