26 de mar de 2013

Eu sou Teu - Capítulo 87.



11 - Subir uma montanha. #9


Lua agarrou o corpo de Arthur assim que ele lhe acolheu nos braços, a mesma chorava de medo, Arthur tentava acalma-la mais era em vão, Lua só foi se acalmando depois de uns 20 minutos de ambos quietos e os carinhos que Arthur lhe fazia nas costas. Vendo-a calma Arthur fez menção em se levantar, mas as unhas dela cravaram de leve nos braços dele.

Arthur: Eu só vou pegar uma água, sim? – não era palavras, eram sussurros. Lua o soltou e o deixou ir para a cozinha. Nem cinco minutos tinham se passado, Arthur já estava de volta com um copo de agua com açúcar. Lua bebeu a agua devagar e devolveu o copo quase vazio para ele – mais calma? – sentado ao lado dela, Lua tinha os olhos nas mãos.

Lua: Sim, obrigada – levantou a cabeça com um sorrisinho triste.

Arthur: É o mesmo sonho? – é claro que ela, era o único que a deixava tão nervosa. Lua apenas afirmou com a cabeça – você quer que eu fique com você aqui? – Ambos sabiam que esses sonhos só apareciam quando Arthur não ficava com ela.

Lua: Você é quem sabe – não querendo admitir. Arthur suspirou e se deitou ao lado dela depois que a viu se deitar. Lua estava de costas para ele, Arthur ficou olhando as costas dela por um longo tempo.

Arthur: Lua? – finalmente tomou coragem e tocou as costas dela, Lua não se mexeu e nem o respondeu – não me ignore – suspirou – por favor – Lua se virou para ele aos poucos ficando de frente. Não falou nada apenas o olhava esperando o mesmo falar, mas ele ficou calado, podia ver nos olhos dela o quão chateada estava.

Lua: Eu entendo você – falou depois de um silencio insuportável – quem é que quer passar uma parte da vida cuidando de uma pessoa doente? – sorriu triste – eu sinto muito estar privando a sua vida – Lua não tirava os olhos dos dele, Arthur ia fazer menção de falar, mas ela não o deixou, colocando alguns dedos sobre o lábio dele – eu não sei porque fiquei tão irritada, sempre fomos amigos, confidentes ... não quero que você se limite a me contar as coisas, fiquei brava ontem, te ignorei, falei coisas que não devia, mais não quero que se prenda a mim – piscou algumas vezes – não quero que se prive, não faça isso com você, não faça isso comigo, por favor – Arthur passou o polegar em algumas lagrimas teimosas – eu ficaria me corroendo por dentro em saber que a minha doença está fazendo você adoecer também – fechou os olhos – não culpe a Deus por eu estar assim, não é culpa de ninguém – voltou a olha-lo nos olhos e soltou uma risadinha baixa – estou morrendo de ciúmes dessa Vanessa, mas ela te fez bem ontem – Arthur fez um não com a cabeça – não minta, vejo que se divertiu – sorriu triste – só não me  prometa – piscou e suspirou – fiquei te esperando... eu te fiz um bolo – sorriu com o feito.

Arthur: Chocolate com morango, eu comi – Lua deu um leve tapa no ombro dele – Luh sobre tudo, eu queria... – Lua o impediu fazendo um não com a cabeça.

Lua: Por favor, deixe como está – falou decidida, então se sentou na cama – preciso ir ao banheiro – se levantou da cama com cuidado – não precisa me acompanhar – o impediu, ela estava enjoada, sabia que ia vomitar a qualquer momento, entrou no banheiro e se encostou na parede em vão, pois já estava se ajoelhando e com a cara enfiada dentro do vaso sanitário.

Arthur: Eu te ajudo – falou depois de vê-la se sentar no chão encostada na parede toda pálida.

Lua: Não quero que veja isso – falou fraquinha, fechando a tampa e dando descarga – eu odeio isso – se irritando – como eu odeio – suspirou – nada dá certo para mim, primeiro essa maldita voltou – estava contando nos dedos – segundo perdi os meus cabelos que da primeira vez demoraram muito para crescer – Arthur voltou a se aproximar e se sentou perto de pernas de índio – e agora tudo pioro, não consegue achar um doador de medula que de lá do mesmo sangue que o mesmo  - Arthur levou a mão no rosto dela, mas ela desviou – não quero que me toque, não quero que sinta pena de mim – lá estava Lua mau humorada, Lua estava oscilando no humor, daqui a pouco era meiga e nem passava minutos já estava dando patadas. Arthur suspirou com força, odiava quando ela falava assim – não me olhe assim, esta legal? – bufou

Arthur: Te olhar como? – falou irritado – você as vezes fica insuportável – ambos se fuzilavam com os olhos – já falei para parar de se entregar para ela maldita, você tem que vence-la e não ficar aqui sentada reclamando da vida – respirou fundo – sabe quem tem olhar de pena aqui? É você – apontando para ela – você tem pena de si mesma, para de colocar a culpa nos outros, esta legal? – bufando também, se levantou indo até a pia, procurava alguma coisa dentro do armarinho – sabe isso – apontando para o cabelo – é só cabelo e cresce – ele tinha pegado a tesoura dela e cortado uma grande mexa, Lua arregalou os olhos – já falei que você ficou linda assim – falando carinhoso – mas se o problema e ficar sem cabelo... então ambos seremos careca – então continuou a cortar o cabelo deixando vários rombos e buracos, Lua olhava sem acreditar no que estava vendo – sobre o tipo sanguíneo vamos achar alguém igual a você – piscou para ela carinhoso – será que agora você poderia raspar os meus cabelos, pois eles ficaram cheios de buracos – Lua sorriu com o que ele tinha feito.

9 comentários:

  1. posta mais mais mias por favor ta bom demais

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  2. aaaaaaaaaaaaaaaaaah mais mais mais te imploro so mais unzinho vai!

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  3. ameiiiiii O Thur e lindo gente amo essa web e uma das melhores que eu ja li amo

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  4. Ain meu Deus, que perfeitoooooo!!!
    Lindo demais!!
    Posta mais, por favor!

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  5. Quanto amor *-* XxCamila

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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